Estados Unidos são o segundo maior destino das exportações brasileiras, mas tarifas de até 50% impostas pelo governo americano prejudicam a economia nacional, segundo debate na Comissão de Finanças e Tributação.
Os Estados Unidos representam 12% das exportações brasileiras, ficando atrás apenas da China, que absorve 28% dos produtos enviados pelo Brasil ao exterior. Apesar do volume significativo, o Brasil importa mais produtos e serviços americanos do que exporta para os EUA. Recentemente, as exportações nacionais sofreram sobretaxas de até 50%, medida adotada pelo governo americano que impacta negativamente diversos setores da economia brasileira. Wallace Moreira Lima, representante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, destacou os prejuízos causados por essas tarifas durante reunião na Comissão de Finanças e Tributação.
Diante desse cenário adverso, a busca por novos mercados tem sido uma alternativa para a indústria e a agricultura brasileira. No entanto, alguns produtos mantêm forte dependência dos Estados Unidos. O café brasileiro é um exemplo: exportado para cerca de 150 países, tem nos americanos seus maiores consumidores. Marcos Antonio Matos, do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), ressaltou: “Se o Brasil é insubstituível em produção e exportação, os Estados Unidos são insubstituíveis em consumo”. Os EUA consomem cerca de 25,5 milhões de sacas por ano — aproximadamente 32% do total importado — sendo o principal mercado para grandes marcas globais.
Para enfrentar os prejuízos causados pelas tarifas americanas sobre as exportações nacionais foi lançado o Plano Brasil Soberano no valor de US$ 30 bilhões. A iniciativa foi debatida entre representantes governamentais e exportadores na Comissão.